Em 27 de novembro de 2021, um grupo de 28 irmãos de diversas Lojas Simbólicas reuniram-se e fundaram o Capítulo Real Arco Cyrino Alberto Rebuelta Neves – nº 135, filiado ao Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, que é filiado ao General Grand Chapter Royal Arch Masons Internacional.
Com a criação do Capítulo Real Arco, houve um entusiasmo natural acerca do Rito de York (Americano).
Em dezembro, mais precisamente na semana de véspera de Natal, alguns companheiros chegaram à ideia da criação de uma Loja Simbólica, blue lodge, do Rito de York (Americano).
Já vínhamos amadurecendo a ideia de possibilitarmos a todos os irmãos, regulares e ativos, que pertençam às três potências regulares do Distrito Federal (GOB, Grande Loja e COMAB), a oportunidade de estudarem o Rito de York (americano).
Os Graus Capitulares do Real Arco são a continuação dos graus simbólicos do Rito de York (ou Rito Americano). Neles são galgados os Graus de Mestre de Marca, equivalente ao 4º Grau do York; Past Master, equivalente ao 5º Grau do York; Mui Excelente Mestre, equivalente ao 6º Grau do York e, por fim, Maçom do Real Arco, equivalente ao 7º Grau do York.
Após esses 7 graus do Rito de York, temos outros progressos na “Escada do Rito de York”, que são os Graus Crípticos (Conselho) – mais três graus e as Ordens de Cavalaria (Comanderia) – mais três graus.
Voltando à Horeb, fundado o Capítulo, começamos a estudar o Rito de York e houve, como foi dito, um entusiasmo natural pelos membros do grupo de fundadores. Importante esclarecer que nenhum dos 28 fundadores do Capítulo proveio do Rito de York. Nenhum tinha ideia profunda do referido Rito Americano.
Sentimos a necessidade de estudarmos os graus básicos do York, para embasarem os estudos dos quatro graus capitulares. Os graus básicos do Rito de York são os que formam os graus simbólicos, a blue lodge, ou o craft, ou sejam: APRENDIZ ADMITIDO (Entered Apprentice), COMPANHEIRO DE OFÍCIO (Fellow Craft) e MESTRE MAÇOM (Master Mason).
Como a maioria absoluta dos fundadores do Capítulo Real Arco eram jurisdicionados ao GODF – Grande Oriente do Distrito Federal e federados ao GOB – Grande Oriente do Brasil, procuramos e percebemos que no GOB não existe a prática do Rito de York. O “rito de York” praticado no GOB, na verdade, é o Ritual de Emulação, com origens na Inglaterra e com estudos superiores no Arco Real.
Um grupo de seis Mestres Maçons “Gobianos”, membros do Capítulo Real Arco acima descrito, decidiram que a possibilidade plausível de se praticar o Rito de York (Americano), para o momento, seria a migração do GODF/GOB para a Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, haja vista que esta última pratica ou tem previsão da prática do Rito de York (Americano) em suas Lojas Simbólicas.
Os seis, juntamente com um Mestre Maçom oriundo da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, unidos a outro Mestre Maçom, já membro regular e ativo da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal e mais um Mestre Maçom, também da GLMDF, que estava placetado, reuniram-se e chegaram ao firme propósito de fundação de uma Loja Simbólica no Rito de York jurisdicionada à Grande Loja Maçônica do Distrito Federal.
Esses irmãos, Guilherme Cabral, Juliano Barreto, Gabriel Tenório, Euclides Martins, Rafael Severo, Edmilton Guimarães, Clayton Sávio, José Maria Duarte e Glaunez Fonseca, com o apoio do Sereníssimo Grão Mestre da GLMDF, Irmão Armando Assumpção Laurindo da Silva, em total transparência e seguindo todo o trâmite legal, tanto junto ao GODF/GOB, quando junto à GLMDF, nasceu a HOREB LODGE 43, fundada intelectualmente em 19 de dezembro de 2021 e Instalada e Filiada no dia 20 de fevereiro de 2022, quando recebeu a Carta Constitutiva provisória, para o seu funcionamento.
Agora, a partir de então, temos três Lojas Simbólicas que trabalham no Rito de York, no Distrito Federal e, também, três Capítulos do Real Arco.
Embora o Rito Escocês Antigo e Aceito seja o mais praticado no Brasil, o Rito de York é o mais praticado no mundo e a sua busca tem sido crescente por um grande número de Lojas em nosso país.
Entendemos que não existe concorrência entre os ritos existentes e regulares no Brasil em geral e no Distrito Federal em particular. Muito pelo contrário, eles são prova da riqueza da cultura maçônica e auxiliam-se mutuamente nos estudos maçônicos.
Não existe e não deve existir qualquer embate entre os ritos utilizados nos graus simbólicos, bem como não deve existir qualquer oposição ou concorrência nos estudos dos graus superiores existentes (REAA, BRASILEIRO, YORK etc.).
Graus superiores são feitos para aperfeiçoamentos dos irmãos e devem ser complementares.
Por isso, a ideia de alavancar o Rito de York no Distrito Federal vem tão somente como complemento.
A união das Potências é o desígnio primordial. O engajamento de todos os maçons regulares e ativos das três potências é o propósito.
O engrandecimento de mais uma “escada” para o estudo e aperfeiçoamento dos maçons é um sonho possível.
Vejam quantas faces há num diamante. Simbolicamente incontáveis. Podemos comparar cada face de um diamante como um rito maçônico a ser estudado (a ser lapidada). Quanto mais estudamos os ritos existentes e reconhecidos (que jamais serão concorrentes entre si; muito pelo contrário, são complementares, repita-se), mais nos transformamos num diamante completo. Uma pedra polida em todas as suas faces.
A ideia não é aliciar, muito menos dissuadir nenhum irmão de uma potência ou outra, de um rito ou outro. A ideia é união e estudo. Crescimento individual e coletivo, que só é possível com os braços dados, juntos, unidos, com amor e respeito.
Não há ilusões de unificação de potências. Não há essa necessidade. As “divisões” são meramente administrativas, o que é muito salutar e, na verdade, aumenta a capilaridade maçônica pelo mundo afora. A descentralização de poder é profícuo.
Vejam como as religiões mundo afora são diversificadas e conseguem um excelente trabalho junto à humanidade. Não há necessidade de unicidade, posto que os homens são diferentes, as culturas são diferentes.
O importante é termos religiões diversas, ritos diversos, potências maçônicas diferentes, para que cada pessoa encontre aquela que lhe melhor satisfaz, agrada e complementa.
A maçonaria é o micro (célula) de um macro da sociedade. As diferenças técnicas são meramente opções de estudos, crescimentos e adaptações pessoais. Assim são as profissões no mundo profano: medicina, direito, engenharia etc. Nenhuma profissão é melhor ou pior do que a outra. Elas se complementam e engrandecem a humanidade como um todo. No entanto, não há impedimento para que uma pessoa estude mais de uma especialização para sua formação profissional, moral e, por que não, satisfação meramente pessoal (intelectual).
Nesse simples intuito, nasceu a HOREB 43. |