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Nascido em 27/06/1961 em Bom Despacho – MG, irmão CABRAL é casado com a cunhada Neide Maria de Oliveira Cabral, e é PAI de: Narjara, Gabriela e Guilherme.
Comandante da Comanderia Dom Bosco n.º 10 Gestão 2025/2027, Membro da Loja Maçônica HOREB n.º 43, Rito de YORK (Americano), foi Venerável Mestre por quatro mandatos em outras Oficinas, e já exerceu todos os cargos em Loja, além de exercer também os cargos de Deputado Federal, Deputado Estadual e Conselheiro do GODF. SS GCM Real Arco do Brasil, Filiado ao General Grand Chapter Royal Arch Masons Internacional; GRANDE INSPETOR GERAL DA ORDEM, Supremo Conselho do Grau 33º - REAA da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, Jacarepaguá – RJ – Brasil.
Professor universitário e de diversos cursos preparatórios para concursos, Servidor Público Federal há 46 anos, Bacharel em Direito e Pós-graduado em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Diretor Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários e Direito Processual Civil pela FGV. Cursou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército em Campinas – SP e estudou na Academia Militar das Agulhas Negras em Resende – RJ, sendo AUTOR de mais de 500 apostilas preparatórias para concursos públicos e de LIVROS, sendo o mais recente o livro TEMPO PERDIDO, TEMPO ENCONTRADO – sobre alcoolismo. |
TROTE – “atitude, manifestação ou tentativa de ridicularização; troça, zombaria”.
Fui aluno de Colégio Militar, fui aluno da Escola Preparatória de Cadetes do Exército – EsPCEx e fui Cadete da Academia Militar das Agulhas Negras – AMAN. Sei bem o que é um trote.
Em algum sentido, talvez – TALVEZ – alguns trotes no meio acadêmico militar mostrassem se o candidato a oficial conseguia sobrepujar algumas pressões.
Deixemos os trotes da vida cotidiana e da vida na caserna e passemos a observá-los no meio maçônico em geral e nas sessões de iniciações em particular.
Não entrando nos conceitos de ritualística e liturgia, entendo que as ritualísticas e as liturgias maçônicas são métodos utilizados para transmitir os ensinamentos e organizar as cerimônias maçônicas.
Com meus quase 38 anos de maçonaria, e conhecendo alguns Ritos Maçônicos e centenas de Lojas e tendo participado de “ene kapa pi” sessões de iniciações maçônicas; seja como mero assistente, seja como participante ativo (Venerável Mestre, Mestre de Cerimônias, Experto etc.), tenho observado o quanto temos prejudicado a beleza de nossos rituais, de nossas ritualísticas e de nossas liturgias.
Já registro, de forma veemente, que sou RADICALMENTE CONTRA qualquer tipo de trote ou brincadeiras antes ou durante as sessões maçônicas. Quando digo QUALQUER, eu quero dizer QUALQUER; sem exceções.
Serei singelo na fundamentação:
- a um, cada ritual está completo e acabado, ainda que possa sofrer alterações com o tempo;
- a dois, se houvesse necessidade de complementações, os rituais trariam a informação de que cada Loja deveria complementar a previsão contemplada em cada ritual;
- a três, um candidato nunca saberá, até que tenha terminado a sua iniciação e, quiçá, só após presenciar outras iniciações, o que de fato fazia parte da ritualística e o que era “trote” ou invencionice;
- a quatro e por fim, como não existem pessoas tolas no mundo em geral e, muito menos, no mundo maçônico em particular, o candidato, em algum momento percebe que há algo estranho naqueles procedimentos que antecedem a sua cerimônia: “vir com cueca vermelha; trazer milho para o bode; ir a um cemitério às 2 horas da manhã; ouvir batidos diversos à sua volta; segurar um pacote de sal com o braço estendido, não podendo deixar cair; sentir cheiros estranhos” (e por aí vão as aberrações). A partir do momento que ele percebe que DEVEM ser brincadeiras ou “testes”, o seu cérebro já se prepara para absorver aqueles “testes” e, a partir de então, passa e entender que TUDO é uma grande brincadeira. A cerimônia de iniciação é uma grande brincadeira; um grande “teste” de persistência e resiliência.
Quando chega, de fato, à ritualística, o candidato “emenda” os seus sentidos para o entendimento de que a grande brincadeira ainda não terminou. Já se desligou da apreensão e já “entendeu” que não deve se preocupar, nem levar nada a sério. As brincadeiras, num dado momento, chegarão ao fim, pensa ele. Daí, terá perdido completamente a verdadeira cerimônia de iniciação. A SUA ÚNICA CERIMÔNIA. A SUA ÚNICA INICIAÇÃO. Que NUNCA mais terá na vida. Ainda que possa assistir a outras iniciações, NUNCA mais será a SUA: ÚNICA, SINGULAR, MARCANTE.
Jogaram no LIXO do desprezo o que deveria ser uma das passagens mais lindas e significativas na vida do novo maçom.
Feitas as fundamentações ululantes, ainda restam alguns paradoxos (oximoros):
. Quem decide qual trote é “legal”?
. Quem decide qual trote não humilha?
. Quem decide qual trote não constrange?
. Quem decide que o trote não desvirtua o entendimento da verdadeira cerimônia?
Alguns, no afã de justificar para si que ele também poderá passar trotes quando chegar a sua vez, diz que “com ele foi muito legal e que gostou muito”.
Não precisamos ter inteligência superior, para entendermos que o trote não tem limites; não tem controle; não tem o que é bom ou o que é ruim. Trote é uma brincadeira e as brincadeiras têm os seus lugares para tal. Que sejam feitas no ágape, com piadas e outros comentários que não possam predispor o então candidato a um bloqueio de entendimento da cerimônia que está por vir e que está se passando.
A maçonaria, no meu entender, é – ou deveria ser – uma instituição SERÍSSIMA. Nela não tem lugar para trotes e brincadeiras antes ou durante as cerimônias de iniciações.
Os dias que antecedem e o dia da iniciação são sagrados e de total concentração; tanto para o candidato, quanto para os membros da Loja que vai receber o novo membro.
FIAT LUX – Faça-se a luz nas cabeças dos maçons, para que entendam de uma vez a importância da cerimônia de iniciação.
Tenho ideia do que alguns pensarão desse meu texto e sei que estou num grupo bem reduzido de irmãos, por ser TOTAL, RADICAL e TAXATIVAMENTE contra os trotes na maçonaria: qualquer um, de qualquer forma, em quaisquer circunstâncias.
Valorizemos o momento maçônico mais sagrado de todos: A INICIAÇÃO.
Ir. Cabral é Mestre Maçom – Cad. 4473 – GLMDF – iniciado em 16/12/1984.
Filiado à Loja Horeb 43 – Rito de York e Filiando à Loja Paulo Fernandes Silveira 39 – Rito de Schröder, ambas Jurisdicionadas à Muito Grande Loja Maçônica do Distrito Federal.
Professor de Direito Empresarial. |