DF IRMÃOS

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"Para que todos sejam um..." Bíblia Sagrada, Livro de João 17:21a
TEXTOS LIVRES:

Nascido em 27/06/1961 em Bom Despacho – MG, irmão CABRAL é casado com a cunhada Neide Maria de Oliveira Cabral, e é PAI de: Narjara, Gabriela e Guilherme.

Comandante da Comanderia Dom Bosco n.º 10 Gestão 2025/2027, Membro da Loja Maçônica HOREB n.º 43, Rito de YORK (Americano), foi Venerável Mestre por quatro mandatos em outras Oficinas, e já exerceu todos os cargos em Loja, além de exercer também os cargos de Deputado Federal, Deputado Estadual e Conselheiro do GODF. SS GCM Real Arco do Brasil, Filiado ao General Grand Chapter Royal Arch Masons Internacional; GRANDE INSPETOR GERAL DA ORDEM, Supremo Conselho do Grau 33º - REAA da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, Jacarepaguá – RJ – Brasil.

Professor universitário e de diversos cursos preparatórios para concursos, Servidor Público Federal há 46 anos, Bacharel em Direito e Pós-graduado em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Diretor Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários e Direito Processual Civil pela FGV. Cursou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército em Campinas – SP e estudou na Academia Militar das Agulhas Negras em Resende – RJ, sendo AUTOR de mais de 500 apostilas preparatórias para concursos públicos e de LIVROS, sendo o mais recente o livro TEMPO PERDIDO, TEMPO ENCONTRADO – sobre alcoolismo.

GUILHERME CASTRO CABRAL    
 
O GOTEIRA E A MAÇONARIA
 

Segundo pesquisei na internet, https://www.freemason.pt/goteira-a-origem-do-termo/, “é “Goteira” o não Maçom que se utiliza de artifícios para descobrir os nossos mistérios, ou até mesmo para se introduzir no seio de uma Loja Maçônica, tentando fazer-se passar por um iniciado”.

“Há relatos de que no antigo Egito, muito antes da Maçonaria se estabelecer em suas Lojas de Ofício, existiam diversas outras Ordens detentoras dos Mistérios da Construção (medidas canônicas transmitidas aos iniciados, por meio da Geometria Sagrada), que já utilizavam sinais, toques e palavras para a identificação dos seus membros, a fim de preservarem os seus segredos”.

Segundo o Ir. Kennyo Ismail https://www.noesquadro.com.br/termos-e-expressoes/telhamento-ou-trolhamento/, “no Dicionário Priberiam da Língua Portuguesa, o significado da palavra “trolha” é “operário que assenta e conserta telhados”. Sendo assim, no bom e velho português, “trolhamento” é assentar e consertar telhados. Já o termo “telhador” significa no mesmo dicionário “aquele que telha”, e o verbo “telhar” significa “cobrir com telha”.
(...)

“Dessa forma, pode-se entender que “telhamento” é fazer um telhado, enquanto que “trolhamento” é consertar um telhado. Ora, o templo já está concluído. O examinador apenas verificará se não há uma “telha” fora do lugar ou defeituosa, de forma a evitar uma “goteira”. Então, qual é o termo que melhor se encaixa à ação do examinador? Trolhamento. O examinador está sendo um “trolha”, assentando, ou seja, avaliando se os visitantes têm o nível (grau) necessário para participarem dos trabalhos, e impedindo assim a entrada de “uma goteira” em nosso lar maçônico”.

No site: https://www.freemason.pt/goteira-a-origem-do-termo/, encontrei o seguinte:

“Estudando os tempos da Maçonaria Operativa, deparamos com o termo “Cowan”, que era utilizado para se distinguir o pedreiro comum, grosseiro, que não era conhecedor dos segredos da arte de construir, reservado, apenas, aos pedreiros formados e iniciados nos mistérios da construção. Tais pedreiros desqualificados, recebiam bem menos que os demais e tinham de se submeter a executar trabalhos de menor importância”.

“O termo “Cowan” não possui, na língua inglesa, um significado em si, e nem encontramos uma tradução literal para o Português, por ter sido um termo utilizado somente entre os Maçons da época. Talvez, uma espécie de apelido maçônico. Porém, há quem diga que vem do escocês arcaico”.

“Eventualmente, os “Cowans” tentavam infiltrar-se no meio dos maçons de ofício, com o objetivo de tomar posse dos seus conhecimentos e de se beneficiar das regalias de um pedreiro livre”.

“Existem relatos sobre “Cowans” que tentavam infiltrar-se no seio de uma Loja Operativa, e que, quando descobertos, por castigo, eram surrados e colocados à chuva, ou na beira do telhado, debaixo de uma calha de chuva, até ficarem totalmente encharcados”.

“Muitos afirmam que o cargo de Cob. Ext. nasceu da real necessidade de impossibilitar o acesso à Loja de tais sujeitos, e que foi criado no Séc. XVIII, devido ao crescente assédio dos Cowans às Lojas Maçónicas”.

“Na Inglaterra, em outubro de 1730, o inglês Samuel Prichard, um traidor da Ordem, publicou num jornal local, um Ritual Maçónico na íntegra. Não satisfeito, lançou o livro “Masonry Dissected” (Maçonaria Dissecada), revelando, em detalhes, a ritualística maçónica”.

Observa-se, naquele ritual publicado, um trecho com as seguintes perguntas e respostas:

  • PAonde tem assento os Aprendizes mais novos?
  • R: No Norte.
  • PQual é a sua função?
  • R: Manter afastados todos os “Cowans” e os “Eavesdroppers” (bisbilhoteiros).
  • PComo deve ser castigado um “Cowan” ou “Eavesdropper”, se apanhado?
  • R: Deve ser colocado debaixo do beiral, em dias de chuva, até que as goteiras a escorrer pelos seus ombros, saiam pelos seus sapatos.

Guilherme Cândido, na sua matéria sobre o tema, reporta-nos, com base na cerimônia de instalação do Monitor de Webb – Rito de York (Americano) – edição de 1865, sobre a função do Ir. Cobr. (Tyler): “Irmão, você foi eleito Cobr. desta Loja e eu o investirei com o instrumento do seu ofício. A Espada deve ficar nas mãos do Cobr. para que ele seja, efetivamente, capaz de nos proteger da aproximação de Cowans e Eavesdroppers (bisbilhoteiros), e não permitir que ninguém passe a não ser que esteja devidamente qualificado.

Ainda, Guilherme Cândido, com base no Ritual da Grande Loja de Nevada (EUA), assim como na maioria das Grandes Lojas americanas, revela, na abertura dos trabalhos, um diálogo entre o Venerável Mestre e o 2º Diácono, em que se diz em tradução livre:

  • Venerável Mestre: Qual é o seu dever lá?
  • 2° Diácono: Observar a aproximação de “Cowans” e “Eavesdroppers”, e certificar-se de que ninguém vá ou venha, exceto aqueles que estejam devidamente qualificados e tenham a permissão do Venerável Mestre.

Fica muito evidente, portanto, que “eavesdrop” é a água que cai em forma de gotas, que goteja, do beiral ou da calha de um telhado, ou seja, uma goteira. “Eavesdroper”, na sua tradução literal significa “bisbilhoteiro”, “intrometido”, aquele que se mete em assuntos que não são da sua alçada; sujeito de curiosidade demasiada quanto a assuntos ou à vida de outrem. Termo que, na sua origem inglesa, indica que essa pessoa ficava debaixo do beiral do telhado, do lado de fora da casa, para ouvir a conversa alheia. Provavelmente, isso tenha inspirado o castigo imposto aos “Cowans”, de ficar com a cabeça na goteira da chuva, no beiral do telhado.

“Os termos “Cowan” e “Eavesdropper”, embora pouco conhecidos de muitos maçons, são os que mais se aproximam do termo que, ainda hoje, utilizamos para identificar aquela pessoa curiosa sobre os Mistérios da nossa Ordem – o “Goteira””.

Adaptado de texto escrito por Francisco Feitosa
https://www.freemason.pt/goteira-a-origem-do-termo/

Feitas essas considerações, com observações altamente pertinentes, do ir. Kennyo Ismail e do site retro informado, passo a uma outra análise, acerca dos “GOTEIRAS”.

No meu perceber, temos dois tipos de “goteiras”. E arrisco dizer que estão na faixa de 15% a 85%, cabendo ao bom e sagaz maçom a incumbência de perceber e separar os elementos desses dois grupos.

O primeiro grupo (15%), contém aquele elemento que quer mesmo só tirar vantagens. Quer se passar por maçom, para tirar proveito, ludibriando os verdadeiros maçons.

Na maioria das vezes, quer vantagens financeiras ou vantagens em preferências nos andamentos dos serviços públicos de seu interesse ou, até mesmo, nos serviços privados.

Nesse tipo de goteira, não lhe passa na cabeça o ingresso de fato na Maçonaria, pelos meios lícitos; pela forma legal. Como se diz na gíria mineira: “NÃO ESTÁ NEM AÍ”.

O segundo grupo (85%), contém aquele elemento que não necessariamente quer tirar vantagens. Pode até levar alguma vantagem, mas não é o seu intento primordial.

Esse segundo tipo de goteira é um admirador da Maçonaria e dos Maçons. Ele sonha em um dia ingressar na Maçonaria.

A sua “goteirisse” (neologismo meu) não envolve dolo (má deliberação). É como aquela criança que anda pelas ruas marchando, imitando o militar no desfile de 7 de setembro, demonstrando sua paixão pela farda e pela “marcialidade”.

Aqui, está um dos grandes segredos do Maçom perspicaz: descobrir, dentre os goteiras, aquele que tem caráter, dignidade e perfil para estar conosco.

O Maçom que conseguir essa façanha, conseguirá “matar dois coelhos com uma só cajadada”: 1. engrossar nossas fileiras com mais homens livres e de bons costumes e 2. diminuir as goteiras (aqui, os goteiras) da nossa sociedade.
 
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