O silêncio para o aprendiz começa em um determinado lugar logo em sua iniciação, sentado e vendado ele só tem os seus sentidos para o guia, e quando desvendado se vê numa sala com frases que o levam a reflexão profunda sobre sua existência.
No Silêncio nesta determinada sala, ao se lembrar da morte, somos conduzidos a lembra da vida e liberdade, e surge a oportunidade única de olhar para dentro de si, num convite ao auto conhecimento e da busca da verdade.
Em determinada viagem feita pelo iniciado, sua jornada também é em silêncio, para que em reflexões provido apenas de seus sentidos, possa perceber, sua passagem do mundo profano para uma nova vida.
O SILÊNCIO É O COMEÇO DA VIAGEM PARA DENTRO DE SI MESMO.
Vemos isto ao observarmos:
1) A importância do silêncio como exercício do domínio próprio e busca do conhecimento.
Todas as Escolas Iniciáticas antigas adotaram a Lei do Silêncio, seja como forma de escrutínio natural, pois somente aqueles bons e puros a suportavam, seja como protetora do conhecimento, que como verdadeiro tesouro e instrumento de poder, não poderia ficar à mercê de pessoas inconsequentes.
Antigas Sociedades Ocultas da Caldéia, Egito, Índia e Grécia, adotavam e impunham a Lei do Silêncio, para preservar seus segredos e gerar em seus iniciados uma postura de meditação. Na antiga China as Escolas de Ocultismo impunham aos Iniciados até cinco anos de Silêncio.
No meio maçom, no Rito Adonhiramita, não é permitido à palavra ao Aprendiz, dado entendimento que ele ainda não tem a plenitude maçônica necessária para exercê-la, diferente de outros Ritos.
Podemos dizer que o silêncio é um convite à meditação e temperança, e gera:
- A mais sublime das essências,
- O desabrochar da espiritualidade,
- O auto-conhecimento.
“Saber calar é tão importante como saber falar”.
2) Nesta viagem para dentro de si mesmo o silêncio é a primas ferramenta no aprendizado do ser.
O silêncio otimiza a meditação interpessoal pois como ferramenta do aprendizado silencia o pensamento para dá lugar a consciência. Para proporcionar um diálogo, do Aprendiz Maçom com ele mesmo, com seu intimo, com seu coração.
Possibilitando a saída do superficial e ajudando o Aprendiz Maçom a lapidar sua pedra bruta na busca da pedra polida.
Como ferramenta, o silencio direciona o olhar do aprendiz maçom para dentro de si mesmo, e neste silêncio, às virtudes florescem: domínio de si mesmo, tolerância e prudência; gerando um constante estado de observação, propicio para se fazer novos progressos na maçonaria.
3) O silêncio é o começo da viagem para dentro de si mesmo,
Porquanto é um dos agentes revolucionários da alma.
Primeiramente porque liberta nossa alma da soberba, e nos possibilita uma postura mais de ver, ouvir e calar, usando mais o campo das ideias, e captando ângulos diferentes de conceitos e opiniões.
Revoluciona a alma, porque assim como as construções das Catedrais ficavam restritas aqueles que eram movidos, não somente pela recompensa do salário, mas pela satisfação de estarem construindo uma obra que iria permanecer por muitos séculos. O silêncio gera uma revolução primorosa nesta viagem para dentro de si mesmo.
O silencio que cultivamos dos segredos de nossos augustos mistérios e a postura literal de mais ouvir que falar, nos possibilita a descoberta de tesouros e conhecimentos que nos ajudarão na construção desta catedral que é nossa alma, como tabernáculo santo e puro para G.˙.A.˙.D.˙.U.˙. por toda eternidade.
Por fim tenho em mim as felizes palavras do poeta Mario Quintana, que diz: |